18/05/12

Remoínhos de mar



Andam cavalos à solta
Na torna de cada onda
Em remoínhos do ocaso
Da espuma fazem sombras
E do vento o seu canto

Cada volta um tormento
De crinas onde eu danço
Esta tardia esperança
De flores no meu regaço

Indomáveis, atrevidos
Nas tornas em contradança
Não são cavalos perdidos
Soltam palavras de espanto
Ternuras de um sorriso
E neste solto vai-vem da vida
Fendem silentes laços

No mar andam cavalos
De crinas soltas ao vento
Desenham sombras, alento
Na criança adormecida


(imagem Google)



4 comentários:

Marta disse...

Viajam momentos...
Memórias e tempo...
Nessa verdade que é a vida...
Lindo...
Beijos e abraços
Marta

tecas disse...

Recordar é viver, minha querida amiga Amita! A criança adormecida acordou neste excelente poema! A vida continua e não fossem as recordações...
Divino!
Beijinhos e uma flor.

Menina Marota disse...

"...
Indomáveis, atrevidos
Nas tornas em contradança
Não são cavalos perdidos
Soltam palavras de espanto
Ternuras de um sorriso
E neste solto vai-vem da vida
Fendem silentes laços
..."

As metáforas da vida e das memórias em ondas que se dilatam na mente e no coração.

Beijo e bom fim de semana.

Peter disse...

Voltei, voltei a maravilhar-me com os teus poemas:

"E neste solto vai-vem da vida
Fendem silentes laços"

Bj amigo,
Peter